sábado, 31 de outubro de 2026

Prainha da Glória. Rio de Janeiro RJ.

    A redescoberta da "secreta" Prainha da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, entre a Marina da Glória e a Praia do Flamengo, a pequena praia voltou a ter status de "point".






   A cidade do Rio de Janeiro "ganhou" um novo recanto a beira-mar para chamar de seu: trata-se da Prainha da Glória, no bairro homônimo da Glória, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro (Já fiz matéria sobre este bairro).






   Após décadas de impurezas na Baía de Guanabara, o monitoramento das águas e do teste de balneabilidade voltaram a indicar que o local é próprio para banho, de acordo com o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea).






   Até espécies de animais marinhos que não eram avistados há muito tempo estão voltando ao lugar.






   O apelido carinhoso também não é pelo acesso: a "prainha" conta com uma faixa de areia de 350 metros, escondida entre a Ponta da Marina da Glória e o ponto zero da Praia do Flamengo, localizado lado a lado.






   Mesmo assim, a novidade tem sido muito apreciada por moradores da região e turistas, graças ao movimento tranquilo das águas e dos visitantes.






   Apesar da novidade, a relação entre a Prainha da Glória e os cariocas é de longa data. O trecho entre a areia na Glória no passado já foi chamada de Praia de Dom Pedro I, no século XIX, e aparece em trechos de Dom Casmurro, obra de Machado de Assis.

   Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/a-redescoberta-da-secreta-prainha-da-gloria-no-rio-de-janeiro/

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Museu da Cidade do Rio de Janeiro Parte V Final. Rio de Janeiro RJ.

    No dia 12 de setembro de 2026, sábado, às 11 horas, o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (Gávea) inaugurou a exposição Através das Oliveiras, primeira individual da artista Asmahen Jaloul com curadoria de Rubens Takanime e texto de Aycha Sleiman.






   Reunindo obras que apresentam sua trajetória mais recente - durante pinturas e um vídeo inédito - a artista celebra o diálogo entre as memórias cotidianas da infância, vividas na Baixada Fluminense, e as memórias da diáspora libanesa que adquire cor e vibração por meio de paisagens, cômodos, jardins e presenças, como a do próprio avô.






   A Pesquisa de Asmahen Jaloul tem como ponto de partida o acervo de fotografias da família. Ao transpor esses registros (entre linguagens artísticas) e de narração.






   Surgem, junto dessas micronarrativas, alguns elementos simbólicos como a oliveira, capazes de condenar o sentimento comum de preenchimento.






   Originária da região mediterrânea, a oliveira é considerada uma das árvores cultivadas mais antiga do mundo, sendo símbolo de prosperidade e de longevidade. A artista então se inspira na imagem de seu trio entre as folhagens da oliveira para vislumbrar uma janela ou festa na qual o instante parece mais acolhedor.






   Sabemos que essa memória não é perfeita. Ela se constitui de camadas de interpretação, vestígios e fragmentos daquilo que experenciamos, daquilo que nos contam, daquilo que sonhamos. Como boa observadora, Asmahen Jaloul perambula pela cidade a encontrar objetos e materiais em uso, tais como molduras de janelas e portas abandonadas, a fim de incorporá-los em suas obras.






   Uma pintura nunca é só uma pintura. Do mesmo modo que a memória nunca é apenas o vislumbre do passado. Quando a angústia aperta e o arquivo não dá conta de responder a uma pergunta ou sanar uma saudade, como seguir adiante?

   Jaloul abraça os elementos encontrados e estabelece com eles um convívio. Nesse exercício de fabulação crítica, a esquadria de uma janela encontrada em Nova Iguaçu pode se transformar em festa para a antiga casa de seus avós no Líbano.

   Fonte: Secretária Municipal de Cultura da Prefeitura da do Rio de Janeiro

  Quero agradecer, a todos que acompanham o Blogger: viagenspelobrasilerio.blogspot.com por mais de 3.000.000 de visualizações. O meu muito obrigado Luiz Gomes.