domingo, 31 de julho de 2022

Quem criou me ensinou Parte II Final. Niterói RJ.

O Museu Janete Costa de Arte Popular inicia a temporada 2022 com a nova exposição"Quem criou me ensinou", que imprime, nas obras, a generosidade. Fica clara a importância de passar o conhecimento. O saber que é transmitido a familiares e a alunos faz com que a arte se mantenha viva, ativa e resistente.






O Janete Costa é o único museu voltado exclusivamente para a arte popular da cidade de Niterói. A criatividade destes artistas demonstra a potência e o pertencimento das artes do povo para o povo.






A mostra cenográfica em papelão reciclado, é uma homenagem a vinte e cinco mestres de arte popular brasileira, como Louco Boaventura, Geraldo Teles de Oliveira, Artur Pereira, Izabel Mendes, Maurino de Araújo, entre outros, que passaram seus conhecimentos para familiares, alunos - discípulos - e que, atualmente, dão prosseguimento à arte e ao estilo desses mestres.






Com isso, torna-se possível a continuidade e a renovação dos trabalhos, por meio do potencial criativo de cada um. 






As obras - cerca de cem - representam o universo particular de cada artista, como religião, família e trabalho - incluindo p entre esculturas em argila e madeira , além de pintura - incluindo uma instalação referência ao bairro do Alto do Moura - um dos mais importantes de Caruaru, terra de Vitalino, Manuel Eudócio, Galdino, entre outros.






A pandemia nos trouxe muitos momentos difíceis. A cultura foi prejudicada. Os artistas sufocados. Entretanto, mostrou também a importância da cultura, que é a resistência. A necessidade da conexão, do 'olhar para o outro', da união. Nesta mostra, podemos contar também com o olhar do curador Jorge Mendes. Reafirmamos o nosso compromisso de valorizar a arte, aqui representada por diversos estados brasileiros. Esperamos que o público possa desfrutar desta bela experiência, mergulhando na arte Popular.

Fonte: @museujanetecosta

sábado, 30 de julho de 2022

Quem criou me ensinou Parte I. Niterói RJ.

Em diversas regiões do Brasil, a arte popular no cotidiano de muitas famílias e alguns artistas se destacaram com suas criações e estilo próprio. Com o reconhecimento de sua arte, tornaram-se mestres e transmitiram suas habilidades para familiares e assistentes.













Dessa forma, possibilitaram a continuidade e renovação de seus trabalhos, que são considerados tradição familiar, passando de geração a geração; Este processo cultural se torna memória viva, campo de transformação social, identidade e legado.














A exposição homenageia esses artistas e seus discípulos, que cresceram em meio às ferramentas, utensílios, materiais utilizados por seus mestres e hoje fazem da arte popular, seu ofício. Além das obras e da relevância dos artistas selecionados, encerramos a exposição com uma instalação contendo referências ao bairro Alto do Moura, em Caruaru-PE (Considerado pela UNESCO, o maior centro de arte figurativa das Américas), terra de Mestre Vitalino. Enaltecendo, assim, o trabalho familiar e comunitário, bem como a importância da preservação da memória e saberes culturais e populares. Jorge Mendes CURADOR.

Fonte; @museujanetecosta