A exposição: Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, sob a curadoria de Paulo Herkenhoff e Glicéria Tupinambá, é a oitava mostra da FGV Arte.
Inaugurada em setembro de 2023 na sede da Fundação Getúlio Vargas, a área vem se consolidando com exposições, mediações educativas, cursos acadêmicos interdisciplinares, publicações e diálogos com as comunidades interna e externa à instituição.
Nomeada em homenagem à obra da artista Keyla Sobral, eu chorei rios traz um diálogo com a exposição anterior l, Adiar o fim do mundo, que contou com a curadoria de Herkenhoff e Krenak.
Ao deslocar o centro da problemática do antroceno para as diferentes cosmovisões indígenas, a mostra ressalta as tensões entre continuidade cultural e transformação.
Assim, evidência o risco que os saberes originários da América encontram diante da imposição de uma concepção unilateral - com consequências concretas como a invasão territorial, neoextrativismo, o desmantelamento das demarcações e o apagamento das línguas e culturas.


















































