quinta-feira, 19 de março de 2026

Bê Sancho. Niterói RJ.

    A exposição "Quem sou?", do artista Bê Sancho, nasce com um diálogo com o livro de Ana Cristina Mendes e Márcia Veiga, que celebra as memórias, os afetos e as pequenas emoções que moldam o nosso caminho.







   Em cada obra/página encontramos a jornalista de crianças curiosas que exploram e descobrem e sobretudo, sentem o mundo.







   Suas descobertas revelam, o encanto da infância das mais diversas, formas do aprendizado intuitivo com a natureza ao entendimento dos valores que emergem nas relações com a família, com o sagrado, com o divino e com os amigos.







   As pinturas de Bê Sancho traduzem, em cores e formas essas, esse percurso estético e poético do autoconhecimento. Com traços expressivos e geometização das formas e uso simbólico das cores e composições que transitam entre o figurativo e o imaginário, o artista constrói imagens que narram visualmente o caminho do menino, de cada um de nós, na busca por compreender o mundo e a si mesmo.







   Cada obra é uma janela aberta para a infância como território de aprendizado, ternura e encantamento, onde natureza, espiritualidade e laços humanos se conectam com gestos de afeto e imaginação.







   Bê Sancho, artista nascido na cidade de Nova Friburgo RJ, Brasil, que escolheu Niterói RJ para morar e desenvolver seu trabalho de artista visual, curador de arte, professor de História e pesquisador suas obras carregam, memórias afetos e questões e questões étnico-raciais que são frutos de pesquisas e vivências nas comunidades periféricas onde lecionou.

   Fonte: Museu do Ingá

terça-feira, 17 de março de 2026

Riscar o Chão. Rio de Janeiro RJ.

    A linha, traço rígido ou sinuoso que desliza e deixa rastro, é também trajetória. É risco feito pela experiência humana na Terra. Riscar é criar risco.







   O risco do sujeito e sua ação na tela. O risco do lápis no papel. O risco dos pés em movimento. Riscar a Avenida. Riscar a matriz, o metal, a madeira que imprime a gravura.







   "Riscar o Chão" é uma exposição que experimenta o diálogo entre artistas que usaram linhas e traços para riscar a gravura.







   Ainda que se inspiram no concretismo, artistas com obras nessa exposição, como Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Abelardo Zaluar, Carlos Sciliar e Dionísio del Santo articulam as vertentes construtivas presentes na cultura e no nosso imaginário popular.










   Aqui, as fotografias de Guy Veloso e de Vítor Melo registram os momentos de evolução dos corpos.

   Curadoria 
Marcelo Campos