Foi porque desde cedo incorporou, pincéis, tubos de tinta e paleta de cor em seu cotidiano que, enquanto crescia, o artista não só viveu a singular condição de estar aprendendo a enxergar através dos olhos e janelas, como também precocemente enfrentou o desafio de fazer caber no clássico retângulo de uma tela em branco tudo aquilo que via, encarando o trabalho de "transformar todas as dimensões do mundo em duas".
Situado entre a pequenez da tela e a imensidão do mundo, planificava o que sentia e avistava em composições, formas, cores e textura das quais, aos poucos, emergia sua pintura.
Nessa caminhada, não é de se espantar que as paisagens tenham se firmado como centro gravitacional de sua obra.
Ainda que talvez seja restritivo afirmar que Zerbini se tornou um paisagista, por outro lado é inigualável que as questões implicadas em perceber, pensar e fazer paisagens tem ocupado generosamente o seu território poético, conjugando desafios de ordem da representação, da estética, da memória, da história, da política, da ficção, entre outros.
Fonte: Centro Cultural Banco do Brasil www.wikipidia.org Luiz Zerbini
Clarissa Diniz
Curadora
































































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