terça-feira, 14 de julho de 2026

Manu Gomez. Rio de Janeiro RJ.

    Manu Gomez, através das suas pinturas, tece uma critica ao sistema hiper exploratório em que vivemos, focando principalmente no aspecto do trabalho.






   A partir da vivência familiar, a artista se põe a refletir sobre as demandas incessantes do capitalismo pelo trabalho, analisando um padrão que segue como herança desde a época da escravidão e da dominação dos corpos.






   A partir dessa reflexão, a artista cria um mundo onírico chamado "Sonho dos Invisíveis", que também dà à título a série, cujo objetivo é imaginar e exaltar o movimento da massa trabalhadora e suas aspirações de mudança.






   Através das histórias do pai com pesca submarina em Arraial do Cabo RJ (já fiz matérias das praias maravilhosas) - que influenciaram sua graduação em biologia - Manu cria imagens pictóricas onde pescadores e peixes interagem como um único cardume.






   A ideia de quantidade vem junto com uma estratégia biológica: agrupar-se para um animal maior do que se é. À beira-mar de Manuela Gomez, no Centro Cultural dos Correios Rio de Janeiro RJ.

   Fonte: https://artrio.com/agenda-cultural/manuela-gomez

domingo, 12 de julho de 2026

Eu Chorei Rios Parte VI Final. Rio de Janeiro RJ.

    A exposição: Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, sob a curadoria de Paulo Herkenhoff e Glicéria Tupinambá, é a oitava mostra da FGV Arte.







   Inaugurada em setembro de 2023 na sede da Fundação Getúlio Vargas, a área vem se consolidando com exposições, mediações educativas, cursos acadêmicos interdisciplinares, publicações e diálogos com as comunidades interna e externa à instituição.







   Nomeada em homenagem à obra da artista Keyla Sobral, eu chorei rios traz um diálogo com a exposição anterior l, Adiar o fim do mundo, que contou com a curadoria de Herkenhoff e Krenak.








   Ao deslocar o centro da problemática do antroceno para as diferentes cosmovisões indígenas, a mostra ressalta as tensões entre continuidade cultural e transformação.










   Assim, evidência o risco que os saberes originários da América encontram diante da imposição de uma concepção unilateral - com consequências concretas como a invasão territorial, neoextrativismo, o desmantelamento das demarcações e o apagamento das línguas e culturas.

























   Ressalto-se aqui a beleza, potência e complexidade das tradições orais, ancestrais e pré-coloniais, com a devida homenagem aos povos originários que habitam o continente, a riqueza de suas culturas material e imaterial e o seu patrimônio.

   Fonte: Fundação Getúlio Vargas.