sábado, 27 de junho de 2026

Patrícia Secco Parte I. Rio de Janeiro RJ.

    A artista visual Patrícia Secco apresenta Tramas - uma exposição que promove a conscientização ambiental através da beleza e do fazer manual, democratizando o acesso à arte contemporânea e oferecendo ao público do Centro Cultural dos Correios RJ um refúgio de paz e inspiração, essencial para a construção de uma nova consciência coletiva.







   Com curadoria de Carlos Bertão e design expografíco de Alê Teixeira, a mostra é um percurso onde o Brasil, o mito e o sonho se encontram, costuras telas bordadas, máscaras pintadas com temas genuinamente brasileiros, uma instalação têxtil vibrante e esculturas em cerâmica que brotam de um universo onírico próprio: flores imaginárias brancas inspiradas na lenda de Atlântida.







   As telas bordadas funcionam como cartografias sensíveis - linhas que se desdobram em rios, raízes, ventres e caminhos internos. Cada ponto é memória pulsante, gesto que sutura o invisível.







   As máscaras, todas pintadas com temas do Brasil, revelam a multiplicidade de um imaginário que atravessa territórios e espiritualidades: fauna e flora tropicais, festa populares, narrativas afro-indígenas, rituais, proteção e encantamento. São rostos que emergem como guardiões simbólicos.







   A instalação têxtil é um organismo em movimento. Pássaros em tecido e flutuam como fragmentos de sonho, peixes circulam entre camadas; linhas vermelhas costuram o espaço como artérias vivas. O vermelho guia o olhar e simboliza vida, paixão, terra fértil e pulsação - um fio que une céu e mar, voo e profundidade.







   As cerâmicas brancas, por sua vez nascem de um sonho profundo da artista: a visão do fundo do mar indo embora, revelando flores impossíveis, etéreas, que ecoam a mitologia de Atlântida. São flores que não existem na botânica do mundo, mas florescem na memória, na imaginação e na fronteira entre o real e o mítico.

   Fonte: https://dasartes.com.br/agenda/patricia-secco-centro-cultural-correios-rj/

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Ciro Palomino. Rio de Janeiro RJ.

    Com essa nova série de obras Ciro da voz aos pesadelos de MORFEU: visões sombrias que o deus sofre diante da fragmentação e dos conflitos da humanidade.








   A produção artística de Ciro tem se concentrado nas questões globais críticas, como conflitos armados, mudanças climáticas e igualdade de gênero.








   Nesta exposição, Ciro nos faz refletir principalmente pelo momento que estamos passando em todo o nosso planeta quando o ódio é mais praticado do que a tolerância e a guerra prevalece sobre a paz.








   Morfeu: Pesadelos e Despertares, reconhecido pela ONU (2016) e UNESCO (2017), meu trabalho artístico evoluí do Projeto Consciência para as visões de Morfeu: um deus que padece as fraturas da humanidade contemporânea.








   Neste imaginário, a guerra e o impulso de autodestruição manifestam-se como sombras que apavoram o descanso divino.








   Fonte: Centro Cultural dos Correios RJ