A linha, traço rígido ou sinuoso que desliza e deixa rastro, é também trajetória. É risco feito pela experiência humana na Terra. Riscar é criar risco.
O risco do sujeito e sua ação na tela. O risco do lápis no papel. O risco dos pés em movimento. Riscar a Avenida. Riscar a matriz, o metal, a madeira que imprime a gravura.
"Riscar o Chão" é uma exposição que experimenta o diálogo entre artistas que usaram linhas e traços para riscar a gravura.
Ainda que se inspiram no concretismo, artistas com obras nessa exposição, como Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Abelardo Zaluar, Carlos Sciliar e Dionísio del Santo articulam as vertentes construtivas presentes na cultura e no nosso imaginário popular.
Aqui, as fotografias de Guy Veloso e de Vítor Melo registram os momentos de evolução dos corpos.
Curadoria
Marcelo Campos



























































