segunda-feira, 18 de maio de 2026

Grande Sertão. Niterói RJ.

    A exposição Grande Sertão, de Graça Craidy (1951, Ijuí/RS), é um casamento feliz das artes visuais com a literatura, inspirado no maior romance brasileiro do século XX, o Livro Grande Sertão Veredas (1956), do médico e diplomata e escritor João Guimarães Rosa (1908, Cordisburgo/ MG - 1967 Rio de Janeiro/ RJ. Já fiz uma matéria sobre o Museu Casa de Guimarães Rosa. Quando eu fui, conhecer a Gruta do Maquiné e a cidade de Cordisburgo MG, em 2024.








   Reconhecido tanto por sua linguagem dita inventada quanto por sua narrativa intrigante e a aventurasca, o livro retrata um Brasil profundo, em plena mudança do Império para um República que ameaçava o poder local dos coronéis e fazendeiros.








   Nesse momento histórico de surdas batalhas, sertão recortado por rios, veredas, coqueiros-buritis, pássaros e animais selvagens acoita homens comuns incomuns à cata do poder e de Deus, em fuga da morte e do diabo, divididos entre o Bem e o Mal, regurgitando questões caras a humanidade, como o amor, e mais que o amor entre dois guerreiros: Riobaldo e Diadorim.








   Centenas de personagens que se movem no livro Grande Sertão Veredas o tempo todo, de lá para cá bordilhando as trilhas de um certo sertão narrado por um único indivíduo, o ex-jagunço Riobaldo que a cada pouco mira e vê alertando para a complexidade de existir "tudo é e não é".








   Esse sertão rosiano que, na verdade é o Cerrado, mereceu do autor dedicadas descrições feito em um poético SOS pela preservação da fauna e flora tão ricas, tão belas e tão raras que comovem até o jagunço mais empedernido.








   Graça Craidy é artista visual gaúcha, nascida na cidade do estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Ijuí em 1951 graduada e mestre em Comunicação (PUCRS). Foi publicitária em SP e RS e professora de processo criativo na ESPM Expõe em mais de 25 individuais inclusive na Itália (Galeria Adelinda Allegritti, Gualdo Tadino). E em mais de 40 coletivas, inclusive, no México (Galeria Frida Kahlo), na Universidade de Sinaloa, Culiacan, e casa Hass em Mazatian).

   Fonte: Centro Cultural dos Correios Niterói RJ.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Meu Aniversário.

    "Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?". Salmo 116.12










   Hoje sou grato a Deus, por completar mais um ano de vida. Agradeço a todos seguidores e seguidoras do Blogger. Meu agradecimento. Luiz Gomes e um grande abraço carioca.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dois Olhares Parte II Final. Rio de Janeiro RJ.

    A artista Dirce Fett apresenta nessa sala a exposição intitulada "Dois Olhares", uma série de pinturas realizadas recentemente, com o rigor e a disciplina exigidos para a composição de um pensamento abstrato onde na sua pesquisa divaga fluidez e o gesto faz surgir na tela territórios delimitados por cores e textura.






   Sua reflexão diante da tela, por vez, traz a lembrança dos métodos ensinados e aprendidos ao longo dos anos de observação e prática, com esse conhecimento que permite a liberdade de escolha do "tema" e do "suporte" dos materiais, e primordialmente das cores fortes e constantes.






   Este foi o caminho que a artista percorreu, aprendendo a ousar e ser irreverente, mas com rigores e influências contemporâneas, adquiridas ao longo dos anos.






   Dirce Fett, artista brasileira, nascida na Região Sul, na cidade de Porto Alegre, sempre se dedicou a família, aos amigos, e com a relevância dos tempos atuais, se dedica de forma imersiva o seu ateliê/residência na cidade do Rio de Janeiro.






   Produz com emoção nos gestos, fluindo em suas abstrações, remetendo a execução berâncias de matas nativas, com colagens, entre folhas e flores, borboletas que por vezes sutilmente aparecem nas telas de grandes, médios e pequenos formatos, pura poesia ao olhar.






   "Dois Olhares" traduz esta fase atual da artista que segue entre a razão e a emoção com a ideia de que menos é mais, calmas brumas entre insólitas paisagens.

   Fonte: José Ricardo Barbosa dos Santos