quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Museu da Cidade do Rio de Janeiro Parte I. Rio de Janeiro RJ.

    No dia 12 de setembro de 2026, sábado, às 11 horas, o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (Gávea) inaugurou a exposição Através das Oliveiras, primeira individual da artista Asmahen Jaloul com curadoria de Rubens Takanime e texto de Aycha Sleiman.






   Reunindo obras que apresentam sua trajetória mais recente - durante pinturas e um vídeo inédito - a artista celebra o diálogo entre as memórias cotidianas da infância, vividas na Baixada Fluminense, e as memórias da diáspora libanesa que adquire cor e vibração por meio de paisagens, cômodos, jardins e presenças, como a do próprio avô.






   A Pesquisa de Asmahen Jaloul tem como ponto de partida o acervo de fotografias da família. Ao transpor esses registros (entre linguagens artísticas) e de narração.






   Surgem, junto dessas micronarrativas, alguns elementos simbólicos como a oliveira, capazes de condenar o sentimento comum de preenchimento.






   Originária da região mediterrânea, a oliveira é considerada uma das árvores cultivadas mais antiga do mundo, sendo símbolo de prosperidade e de longevidade. A artista então se inspira na imagem de seu trio entre as folhagens da oliveira para vislumbrar uma janela ou festa na qual o instante parece mais acolhedor.






   Sabemos que essa memória não é perfeita. Ela se constitui de camadas de interpretação, vestígios e fragmentos daquilo que experenciamos, daquilo que nos contam, daquilo que sonhamos. Como boa observadora, Asmahen Jaloul perambula pela cidade a encontrar objetos e materiais em uso, tais como molduras de janelas e portas abandonadas, a fim de incorporá-los em suas obras.






   Uma pintura nunca é só uma pintura. Do mesmo modo que a memória nunca é apenas o vislumbre do passado. Quando a angústia aperta e o arquivo não dá conta de responder a uma pergunta ou sanar uma saudade, como seguir adiante?






   Jaloul abraça os elementos encontrados e estabelece com eles um convívio. Nesse exercício de fabulação crítica, a esquadria de uma janela encontrada em Nova Iguaçu pode se transformar em festa para a antiga casa de seus avós no Líbano.

   Fonte: Secretária Municipal de Cultura da Prefeitura da do Rio de Janeiro

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Toró Parte II Final. Rio de Janeiro RJ.

    Toró é mais do que uma chuva. De origem tupi, associada à uma ideia de água que jorra, a palavra nomeia uma força que transborda e transforma.






   É esse sentido de explosão natural, de matéria em movimento, que estrutura a exposição individual de Niura Belavinha, com curadoria de Marcus Lontra, Rafael Peixe e Viviane Matesco.






   Concebida em diálogo direto com a arquitetura e a história do edifício, Toró propõe uma experiência emersiva em pintura, escultura e obras instaladas operam como campos de transbordamento simbólico, material e sensível.






   Como gesto inaugural da exposição, algumas janelas fechadas do Paço Imperial recebem uma intervenção em que telas brancas deixam escorrer tinta vermelha, ativando o edifício como corpo e superfície de inscrição.






   A ação estabelece um elo imediato entre a obra da artista e a memória histórica do lugar, onde no final do século XVIII, foram tomadas decisões centrais para a história colonial, incluindo a condenação de Tiradentes.






   "Toró nos interessa como um estado, não como uma imagem. É uma noção de pressão e intensidade que atravessa a obra da Niura Belavinha encontra no Paço Imperial, um campo de ressonância histórica e simbólica", explicam os curadores.

   Fonte: https://artrio.com/agenda-cultural/niura-bellavinha