Sua infância foi marcada por adversidades: o pai faleceu vítima de um esfaqueamento quando Sebastião tinha apenas dois anos, e sua mãe lutava contra o alcoolismo. A instabilidade familiar e as dificuldades financeiras moldaram precocemente sua resiliência.
O talento para as artes manifestou-se cedo. Segundo o próprio ator, sua vida artística começou em sua cidade natal, Uberlândia, por volta de 1923 e 1924, em um picadeiro de circo. Com aproximadamente oito anos, diante das dificuldades maternas, Sebastião teria sido entregue por sua mãe Abigail Parecis, esposa do proprietário de uma companhia de teatro mambembe, a Campanhia Joaquim Parecis, que o levou para São Paulo.
A vida capital paulista não foi fácil; o jovem Sebastião, inquieto e sentindo falta de um lar estável, fugiu diversas vezes, sendo recorrentemente em caminhado ao Juizado de Menores.
O apelido "Grande Otelo" surgiu nesse período, uma ironia a sua baixa estatura e um referência ao personagem Otelo de William Shakespeare, possivelmente cunhado por Jardel Jércolis ou do próprio Chocolate (João Cândido Ferreira), que o acompanharia por toda a vida.
Ao longo de sua carreira, Grande Otelo demonstrou capacidade de transitar entre a comédia escrachada e o drama profundo, entre o teatro popular e o cinema de autor, entre a música e a interpretação.
Grande Otelo faleceu em 26 de novembro de 1993, aos 78 anos, vítima de um infarto fulminante. A fatalidade ocorreu após seu desembarque no Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, em Roissy-en-France, França. Ele viajava para a cidade de Nantes, onde seria homenageado no prestigioso Festival dos Três Continentes em um painel dedicado à negritude "no cinema".
Fonte: www.wikipidia.org Grande Otelo





































































