terça-feira, 1 de março de 2022

Rio 457 anos. Rio de Janeiro RJ.

A cidade do Rio de Janeiro tem como uma das marcas registradas a valorização da diversidade cultural, uma dessas marcas é a Feira de São Cristóvão. O Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas com toda sua história é uma prova disso.






Tudo começou em 1945. Neste ano, os nordestinos que vieram tentar a vida na Cidade do Rio de Janeiro, passaram a organizar o embrião do que veria ser a feira.






"Nesta época, retirantes nordestinos chegavam ao Campo de São Cristóvão em caminhões, vindo para trabalhar na construção civil", informa o site oficial da feira.






Esses encontros, que contavam com muita música e comida típica, deram origem à feira que permaneceu ao redor do Campo de São Cristóvão por 58 anos.






As décadas passaram e a Feira de São Cristóvão seguiu sendo sucesso. Passou a ser frequentada não só por nordestinos, mas também por cariocas.






Em 2003, o antigo pavilhão foi reformado pela prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão do prefeito César Maia, e transformado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.






Hoje em dia, além de nordestinos e cariocas, turistas de todo o Brasil e até de outros países visitam o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.






Tendo como atrativos dezenas de restaurantes com comidas típicas, constantes shows e apresentações e centenas de barracas e lojas com uma infinidade de produtos artesanais do norte e nordeste brasileiros, a Feira já faz parte da cidade do Rio de Janeiro.






A Feira de São Cristóvão é rica em tradições nordestinas, divulgando sua cultura e raízes, funcionando de terça-quinta a quinta-feira, de 10 horas às 18 horas (entrada franca, exceto feriados); sexta-feira, sábado e domingo de 10 horas às 21 horas, nesses dias são cobrados ingressos.


Parabéns Rio de Janeiro pelos seus 457 anos de história e sempre de braços abertos para receber a todos. 

Fonte: www.diariodorio.com

Rio 457 anos. Mercado Municipal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro RJ.

Uma parte da história do Mercado Municipal do Rio de Janeiro, começou em 15 de novembro de 1902, quando assume  a Presidência da República o Doutor Rodrigues Alves e nomeia para o cargo de prefeito da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, o extraordinário Engenheiro Francisco Pereira Passos.

Mercado Municipal do Rio de Janeiro.





Pereira Passos que já havia prestado relevantes serviços ao Brasil, pois foi construtor de uma das primeiras estradas de ferro (na época), a Dom Pedro II, a atual Central do Brasil, foi também criador e construtor da primeira estrada cremalheira do Brasil, a de Petrópolis, e de uma das primeiras estradas de ferro, a que vai das Paineiras ao Corcovado para servir ao turismo.





Na cidade do Rio de Janeiro, Pereira Passos realizou importantes reformas, dando-lhes praticamente o aspecto moderno que tem na atualidade. A tarefa apelidada de "bota-abaixo" pelos cariocas, consistia em demolir pardieiros e cortiços infectos e abrir novas avenidas como a Avenida Rio Branco e a Avenida Beira Mar, ao longo da faixa litorânea e que continua pela Avenida da Ligação, atual Oswaldo Cruz, e pela praia de Botafogo, facilitando assim o acesso a Copacabana.





Mas a cidade crescia, a população aumentava e não havia um centro de distribuição de produtos agrícolas digno da capital de um país moderno. Então a prefeitura, firmou um contrato de 50 anos com a Companhia do Mercado Municipal, que construiu no largo de Moura, junto à Praça 15 de Novembro e às barcas, que fazem hoje a travessia Rio-Niterói, um Mercado Municipal inaugurado em 14 de novembro de 1907.





Com o passar dos anos surgiram atritos entre a Companhia do Mercado e os comerciantes que, liderados pelos senhores José Eiras, José Ramos Soares e Carlos Vieira da Silva, resolveram fundar uma associação que representasse e defendesse os legítimos direitos dos comerciantes junto à Companhia e às autoridades.





A associação foi fundada em maio de 1932. Os anos se passaram e nas reuniões de diretoria da Associação dos Mercados Municipais sempre abordava o término do contrato com a prefeitura com a Companhia do Mercado. Em junho de 1955, foi enviado um ofício sobre o término do contrato e não se obteve resposta.





Foi realizado um concurso para aprovar um projeto arquitetônico que atendesse as necessidades dos comerciantes. Esta obra foi considerada em volume de concreto armado a terceira do Brasil, só superada pelo estádio do Maracanã e a Hidrelétrica de Furnas em Minas Gerais.





Finalmente no início de janeiro de 1962, a cidade do Rio de Janeiro, já Estado da Guanabara, sendo seu primeiro governador senhor Carlos Lacerda, que foi tolerante, pois esperou que pelo menos a parte do atacado de hortifrutigranjeiros com quatrocentos e vinte lojas ficasse pronta e permitisse uma mudança sem grandes transtornos no Abastecimento da cidade.





Aos homens que se esforçaram, infelizmente todos se foram, mas deixaram um exemplo de dedicação e de amor pela classe que pertenceram. Segundo Sócrates a única memória válida do coração é a gratidão. A esses homens somos eternamente gratos.

Parabéns Rio de Janeiro pelos seus 457 anos de história.

Fonte: www.cadeg.com.br