"Carrego no meu corpo tanta gente." Esta frase pinçada dos escritos de Patrícia Pedrosa nos convida a remomerar a presença de quem nos criou, cuidou, amou, maltratou e o impacto destes encontros no corpo: o efeito dos prazeres e das dores, das lesões, das suturas, mas também das curas.
Falar de si é representar-se. Imaginar-se por partes para, então, integrar-se. "Eu aos pedaços" revela um corpo conjugado pelos enigmas da existência - matriz perdida - e da arte - flor da vida - geometria sagrada que transforma em linguagem o que se encontra na intimidade dos sentidos.
Esta série examina as cicatrizes, os traumas da carne e a espessura dos seus efeitos na forma e performance artística. Elabora pela prática contemporânea de gravura a expressividade artística.
Fonte: Curadoria Ana Chaves






















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