sexta-feira, 10 de julho de 2026

Eu Chorei Rios Parte V. Rio de Janeiro RJ.

    A exposição: Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, sob a curadoria de Paulo Herkenhoff e Glicéria Tupinambá, é a oitava mostra da FGV Arte.





   Inaugurada em setembro de 2023 na sede da Fundação Getúlio Vargas, a área vem se consolidando com exposições, mediações educativas, cursos acadêmicos interdisciplinares, publicações e diálogos com as comunidades interna e externa à instituição.






   Nomeada em homenagem à obra da artista Keyla Sobral, eu chorei rios traz um diálogo com a exposição anterior l, Adiar o fim do mundo, que contou com a curadoria de Herkenhoff e Krenak.






   Ao deslocar o centro da problemática do antroceno para as diferentes cosmovisões indígenas, a mostra ressalta as tensões entre continuidade cultural e transformação.






   Assim, evidência o risco que os saberes originários da América encontram diante da imposição de uma concepção unilateral - com consequências concretas como a invasão territorial, neoextrativismo, o desmantelamento das demarcações e o apagamento das línguas e culturas.






   Dessa forma, a exposição de Herkenhoff e Tupinambá, em gesto literário contrário, é um convite ao respeito multicultural, à imaginação e à valorização das cosmovisões dos povos originários da América.





   Ressalto-se aqui a beleza, potência e complexidade das tradições orais, ancestrais e pré-coloniais, com a devida homenagem aos povos originários que habitam o continente, a riqueza de suas culturas material e imaterial e o seu patrimônio.

   Fonte: Fundação Getúlio Vargas.

Um comentário:

  1. João Luiz, presentas esta quinta parte de Lloré ríos con la misma dedicación cultural que caracteriza tu blog. Hablas de la exposición I cried rivers: art of the original peoples of America, comisariada por Paulo Herkenhoff y Glicéria Tupinambá, y explicas que es la octava muestra de FGV Arte, un espacio que se ha ido consolidando con exposiciones, mediaciones educativas, cursos y diálogos con la comunidad. Señalas que la obra de Keyla Sobral da nombre a la exposición y que el enfoque se desplaza del antropoceno hacia las cosmovisiones indígenas, resaltando las tensiones entre continuidad cultural y transformación. Describes con claridad los riesgos que enfrentan los saberes originarios: invasión territorial, neoextrativismo, desmantelamiento de demarcaciones, apagamiento de lenguas y culturas. Y cuentas que la muestra es, en sentido contrario, un gesto de respeto multicultural, imaginación y valoración de esas cosmovisiones. Destacas la belleza y potencia de las tradiciones orales, ancestrales y precoloniales, y rindes homenaje a los pueblos originarios de América, a la riqueza de sus culturas y a su patrimonio. Cierras con tu gratitud habitual hacia quienes comentan y con ese deseo sincero de salud y esperanza que siempre envías desde Río.
    Un fuerte abrazo, João Luiz.

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